Funções atuais e potencialidades dos balões estratosféricos

Abordando mais a fundo a aplicabilidade dos balões meteorológicos modernos, temos que, para fins de monitoramento, hodiernamente, eles têm ganhado destaque na substituição de satélites pela sua maior praticidade e relação custo benefício. Para elucidar tais fatos, como exemplo, a World View, uma companhia norte americana, utiliza os seus balões, conhecidos como Stratollites, tanto como instrumentos de vigilância, mas também atuando como dispositivos de comunicação, já tendo fechado acordos de parceria com o governo e empresas privadas interessados em sua proposta.

Imagem do teste do lançamento de um balão estratosférico branco ao ar livre.
Teste com um Stratollite da World View

Assim, os balões meteorológicos representam o futuro quanto ao domínio do uso da estratosfera, ou o “quase espaço”, para funções semelhantes ou mesmo idênticas às que, hoje, os satélites desempenham, com a vantagem dos primeiros se instalarem mais próximo à Terra, tendo a possibilidade de serem trazidos de volta para eventuais reparos e otimizações, ao contrário de satélites que permanecem em órbita como lixo espacial após sua deterioração.

Deste modo, essa substituição vem se mostrando cada vez mais viável, eficaz e consolidada, visto que, ainda, temos como funções atribuídas aos balões o monitoramento em tempo real do clima, a vigilância de áreas florestais prevenindo ações criminosas e alertando contra incêndios, e também de áreas remotas no oceano visando o combate à pirataria, além de aplicação na área de comunicações. Ou seja, mesmo mais baratos e mais próximos da Terra, os balões meteorológicos são excelentes para fins de interesse governamental e privado, atraindo atenção da comunidade internacional e dos centros de pesquisa para seu melhoramento.

Tratando de aplicações recentes que já dão um panorama das possibilidades futuras quanto aos empregos dos balões, citam-se o transporte de cargas, e, mais especificamente, o transporte de drones, fazendo com o que o balão sirva como uma base flutuante, capaz de liberar os drones em missões de resgate, tudo através de sensoriamento contido no próprio balão. Tendo como ideia futura, a melhoria desse para o carregamento de centenas de drones, ampliando sua capacidade de tarefas. Consoante a maximização da carga carregada pelos balões, há a proposta para, futuramente, eles servirem como meio turístico, levando pessoas a quilômetros de altura. Também, há um emergente interesse na aplicação dos balões estratosféricos para vigilância militar pois oferecem um baixo custo.

Outra possível atuação dos balões seria o auxílio no lançamento de pequenos CubeSats, microssatélites empregados em pesquisas espaciais e comunicações, o que seria uma vantagem ao diminuir os custos. Vale destacar que a startup Leo Aerospace já em 2019 utilizou um balão autônomo para o lançamento a mais de 18 mil metros de altura de um foguete equipado.

Imagem conceitual do lançamento de um balão da Leo Aerospace.
Imagem conceitual do lançamento de um balão da Leo Aerospace.
Projeto de lançamento com auxílio de um balão da Leo Aerospace

Conclui-se, portanto, que os balões estratosféricos, apesar de aparentarem ser rudimentares, apresentam imensa variedade e potenciais aplicações, que variam desde vigilância até turismo quase espacial.

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