Exoplanetas: A astronomia além das nossas fronteiras

A curiosidade humana sempre promoveu o aumento do conhecimento, o qual tem crescido exponencialmente com o desenvolvimento da tecnologia. O que há além do céu, em particular, é fonte de constante fascinação. Desde a escola estudamos o nosso sistema solar, aprendemos sobre as órbitas dos planetas, suas semelhanças e diferenças. É nesse momento que nosso lar é posto como nova fronteira e queremos descobrir o que há além dele. Não demora muito para entendermos que os pontinhos luminosos vistos à noite são estrelas, assim como nosso Sol, e por que elas não poderiam ter seus próprios planetas?

De fato, foi essa vontade de descobrir, aliada a muitos estudos, que nos levou a descobrir o primeiro exoplaneta (ou planeta extrassolar), isto é, um planeta que orbita uma estrela que não o Sol. Essa descoberta foi feita em 1995 quando os cientistas Michel Mayor e Didier Queloz perceberam anomalias ao redor da estrela 51 Pegasi causadas pelo exoplaneta 51 pegasi b, o que acabou por lhes render o Nobel de Física em 2019. Desde então, mais de 4000 exoplanetas foram descobertos.

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As técnicas de detecção de exoplanetas variam de acordo com o tipo de planeta e o tipo de estrela que orbitam. A que detectou 78% dos exoplanetas até então é o método de trânsito, que consiste em observar a sombra da estrela quando essa passa em frente à estrela e só funciona no caso de estrelas com o órbita alinhada ao nosso campo de visão. Por conta dessa limitação, outros métodos foram desenvolvidos, como a Cronometria de Pulsares, que observa as anomalias na regularidade dos pulsos de uma Estrela de Nêutrons. Também há o método de Velocidade Radial, também conhecida como Espectroscopia Doppler, que mede a variação da velocidade com que a estrela se aproxima ou se afasta de nós. Essas técnicas ainda apresentam muitas limitações e grandes esforços para o aperfeiçoamento na identificação de exoplanetas têm sido feitos.

A descoberta de tantos outros corpos celestes é de fundamental importância para a Astrobiologia, tanto na busca de corpos capazes de abrigar vida quanto para estudos de uma possível distribuição da vida no universo. Com tanto a ser descoberto, o espaço ainda será foco da curiosidade humana por muito tempo.

Grupo extra-curricular da EESC — USP voltado para o estudo e desenvolvimento de sistemas com aplicação na indústria aeroespacial

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