Aplicações da visão computacional em satélites

O satélite brasileiro Amazonia-1 tem seu lançamento previsto para 28 de fevereiro e será o primeiro satélite a ser completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil. Desenvolvido pelo INPE, ele possui um objetivo claro:

A Missão Amazonia irá fornecer dados (imagens) de sensoriamento remoto para observar e monitorar o desmatamento especialmente na região amazônica e, também, a diversificada agricultura em todo o território nacional com uma alta taxa de revisita, buscando atuar em sinergia com os programas ambientais existentes.

Com a coleta de imagens, se torna necessário processá-las, e isto é feito utilizando Visão Computacional. Esta área constrói teorias, sistemas e tecnologias que permitem que computadores enxergem, por isto seu nome. Com isto, é possível automatizar a retirada de informações, podemos monitorar o progresso do desmatamento na Amazônia, detectar queimadas, definir a área afetada por desastres naturais (como quebras de barragens).

Tendo em vista a importância desta área para o setor aeroespacial, o Zenith possui um setor destinado à desenvolver programas de Visão Computacional. Um dos códigos desenvolvidos buscava descobrir a atitude do CubeSat em relação ao Sol:

https://www.nasa.gov/content/sun-over-earths-horizon

Outro projeto foi motivado pelo desastre de Brumadinho, e buscava utilizar imagens de antes e depois do acidente para determinar a área:

https://noticias.r7.com/minas-gerais/fotos/imagens-aereas-mostram-antes-e-depois-da-tragedia-de-brumadinho-28012019#!/foto/6

Para isto foi necessário encontrar a área da segunda imagem com coloração marrom, indicativa do barro, e comparar com a primeira. Esta comparação permite remover falsos positivos, regiões que não possuíam vegetação e, por isso, já eram marrons antes do desastre.

O resultado obtido foi bom, e, apesar de não ser uma imagem de satélite, as mesma técnicas podem ser utilizadas para analisar fotos da Amazônia e de outras áreas que sofrem de desmatamento, indicando regiões onde previamente havia vegetação e foram desmatadas.

Grupo extra-curricular da EESC — USP voltado para o estudo e desenvolvimento de sistemas com aplicação na indústria aeroespacial

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